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Mostrando postagens de novembro, 2012

Perséfone (Guto)

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Ela se apresenta com sua pele extra Usada em ocasiões distintas Cospe-me no seu mundo insólito E embora seja noite eu me queimo ao sol Guardo o segredo que me aquece - E queimo ao sol - Ela desnuda o pensamento que eu oculto em floresta virgem Faz me um tolo e limítrofe Presente em momentos históricos os quais ela provocou. Ao fundo da minha cortina de aparência Eu apenas desejava me purificar Mas de fato hesitei por entre os anos Pensando que poderia chegar mais alto Mais longe, ou mais cedo Só não o suficiente de enganar a mim mesmo Ou a ela.

Poema (Guto)

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Sigo transitando firme em cambaleio fático Invento um sol Pinto um oceano Ergo uma cidade trágica em minha mente E todos apenas se enchem de cruel repúdio Simulo um novo ar rarefeito Para fazer tudo melhor daqui de cima Em meio a tenra solidão de eremita Construo um lar E sigo para além do horizonte sobre o mar.