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Mostrando postagens de maio, 2009

Pensando em um excêntrico filósofo!!!

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Comecei a escrever essa pequena prosa poética (como eu costumo chamar os minúsculos contos em forma de pensamento que eu escrevo), no Hospital Roberto Santos, estava trabalhando e bastante entediado, pensando a princípio em como trabalhamos em um hospital (nós pessoas) e parece até que estamos trabalhando num shopping Center. Não respeitamos a maioria daqueles pacientes que estão ali e tratamo-nos como gado. Isso me fez ver novamente aquela máscara que está em nossas faces, nós escondemos atrás dela e no fundo não há nada além de animais não muito diferentes dos que se vêm por ai. Tive pena de mim e de todos nós, por ver o quão chegamos a essa evolução tecnológica não acompanhada de uma mesma evolução mental. É lógico que o filósofo que eu cito no título é Nietzsche. Curtam e comentem!!! Pensando em um excêntrico filósofo. Caminhava por aí “O Indesejável”, sem um destino específico, flutuando através da sua falta de capacidade de, sem nenhuma fagulha duvidosa, ser bem qu...

O Outro (Fragmento)

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O fragmento a seguir é o trecho dum livro que eu estou escrevendo e para descrever a história desse livro eu aposso-me das palavras de Peter Kamezind, quando ele dizia " tenho que escrever a obra de minha vida ". Pensando nisso, recordo que no fim dessa narrativa de Herman Hesser, Peter termina não concluindo a obra da sua vida, pelo menos não na dimensão literária, mas de outra forma. No meu caso, eu pretendo terminar pelo menos dois dos meus projetos literários. Um deles é o livro no qual este trecho está contido. Chamasse O Outro, e neste trecho vemos o personagem principal versando a cerca da necessidade da solidão, sobre a influência e a beleza da mesma sobre sua vida. Boa Leitura. O OUTRO ...fragmento...( Guto ) (...) Sob um rosnante temporal, eu pensava e meditava a cerca dos desígnios de minha solidão. "Devo amá-la". Penso nisso para tentar dar forma à importância dela em minha alma inconstante. Devo, por fim, trilhar esse caminho, me apegar a esta solidão e...

Poema para um Pombo anônimo

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Pode, a princípio, parecer deveras piegas escrever um poema para um pombo morto. Pois bem, é com esse tipo de pensamentos que paramos de olhar nos rostos uns dos outros e esquecemos que em muitos cantos da cidade poeirenta há, não só pombos mortos, mas indivíduos moralmente mortos e é disso que esse poema fala em sua real essência. O pombo aqui nada mais é do que uma representação para a legião de imundos que habitam qualquer cidade grande e ajudam a criar esse enorme panorama de contrastes. Diferenças e indiferenças. “ Nada é mais assassino do que a ignorância .” Versos Moribundos (Vozes da Sarjeta) Guto I As ruas não mais irradiam a serenidade Donde o pombo tombou podre ante a noite. Os vermes que lhe brotam do seu minúsculo ventre Querem me oferecer suas respostas pegajosas. Ninguém os bem quer, por isso devoram Toda carne ao alcance da sua fúria. II Minha serenidade tombou com o pombo E a sua carne senil igualmente apodreceu. Por isso penso em minha alma que, Com asas obscenas, com...

O Conto da Pequena Pródiga ou Os delírios da Inocência (Guto)

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O Ciclo não pode parar!!! No meu segundo post vou colocar um conto de minha autoria. Trata-se dum conto que narra de uma forma ao mesmo tempo erótica e poética uma estranha noite na vida de uma inocente meretriz. Ela se encontra atraída por sabe lá qual força do destino e as coisas vão se passando de forma estranhamente mágica para ela. Para onde ela vai com esse olhar petrificado?! Vamos ao que intereça. Caminhava ela sonhadora em uma das muitas noites em que passeou pela vida, Alheia a tudo naquela noite especial, mas algo realmente atormentava-lhe. Tua alma de menina, criança perfumada, apenas 16 doces anos vividos Entre o que as rosas têm a oferecer a uma criança E o que os homens na noite têm para dar a uma mulher. Realmente algo lhe atormentara, Mais hesitante do que nunca ela foi às ruas Seu ofício chamava-lhe, exigia tua presença, teus talentos e sabedorias incandescentes. "Caminha abelhinha feitora de mel" Eis que ela caminhava e fazia sua entrada em mais uma noite Q...

Primeiro Post

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Ai vai o debut do blog. Como eu tinha dito na descrição, esse blog tem o objetivo de postar meus pensamentos das mais variadas formas, assim achei que seria interessante começar postando um poema. O título dele é bem sugestivo, O Eu, ele traz uma confusa e essencial abstração sobre a relação do nosso próprio eu com o tudo que nos cerca e nos impõe sua influência, muitas vezes sem que percebamos, e nos relega a mísera posição de receptáculos passivos. Espero que curtam. O EU (Guto) Eu sou uma armadura e uma casca, Um amontoado biológico. Sou todas as dores que ecoam do meu ventre, As chagas que de minha carne irrompem E os líquidos que por mim percorrem Até saírem expulsos dessa armadura. E ainda assim, Eles são eu. Pois o lodo que nos pântanos borbulham Misturados com o miasma fétido Também é a minha matéria E a minha matéria é tudo E tudo é a minha matéria. Ainda assim mesmo sobre tais circunstâncias Devo afirmar categoricamente, antes de mais nada, Que o tudo que eu sou, não sou eu. ...