Pensando em um excêntrico filósofo!!!

Comecei a escrever essa pequena prosa poética (como eu costumo chamar os minúsculos contos em forma de pensamento que eu escrevo), no Hospital Roberto Santos, estava trabalhando e bastante entediado, pensando a princípio em como trabalhamos em um hospital (nós pessoas) e parece até que estamos trabalhando num shopping Center. Não respeitamos a maioria daqueles pacientes que estão ali e tratamo-nos como gado. Isso me fez ver novamente aquela máscara que está em nossas faces, nós escondemos atrás dela e no fundo não há nada além de animais não muito diferentes dos que se vêm por ai. Tive pena de mim e de todos nós, por ver o quão chegamos a essa evolução tecnológica não acompanhada de uma mesma evolução mental. É lógico que o filósofo que eu cito no título é Nietzsche. Curtam e comentem!!!
Caminhava por aí “O Indesejável”, sem um destino específico, flutuando através da sua falta de capacidade de, sem nenhuma fagulha duvidosa, ser bem quisto por aqueles que ele sempre jugou serem os seus e levar adiante qualquer sentimento que lhe venha da Atma.
Teu sonho e os sentimentos que dele provem é uma noite nublada com a cidade se enchendo de luzes débeis, não que estas débeis luzes, desta forma não tenham graça, mas o que nos importa aqui é o fato delas refletirem o brilho deste seu interior ignorado.
O que este ente indesejável pensa que sabe sobre coração e alma não se encaixa no que se compreende por vida prática, instintos primitivos chocando-se e vidas banais do cotidiano indefeso.
Sei que certa noite eu vi esta alma singular despertar no meio da madrugada, atendendo ao brusco chamado do abismo, sentou-se na cama, sentia-se indefeso, patético. Eu o vi tentar encontrar um refúgio amargo e alcoólico, mas aqueles sabores já não lhe consolavam mais. Pensou num poeta distante – “Hemingway”. Tentou, mas não concordava em nada com uma de suas frases, sua experiência o impedia. Sentia-se uma ilha. Ele queria navegar para além daqui, abandonando o Devir.
No fim, tudo que sei e que posso dizer é que ele se foi. Será que sentirão a sua falta? Pensava assim quando partiu. Algum dia, irão te encontrar, algum dia irão te amar.

dois!!!
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