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Mostrando postagens de setembro, 2016

A Guerra de Tróia (Parte 2)

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A Guerra de Tróia  (Parte 2) Guto  Era um pulgueiro da pior qualidade... Algo nas entranhas encardidas do bairro...  Sempre tinha algo daquele tipo...  Um terreno baldio..  Uma casa que começaram a construir  e abandonaram depois...  Funcionava como um deposito de drogas. A garota chegou até  o vão  que funcionava como entrada...  Mas o seu acesso foi bloqueado por um garoto sem camisa e com uma pistola na cintura que a peitou soberbo... "O QUE É QUE VOCÊ QUER, PACAPIM...  NÃO TÔ COM A MENOR PACIÊNCIA"...... O moleque,  que parecia não  ter mais do que treze anos, não se intimidou...." o patrão tá reunido com o comando todo...  Disse que não  é pra deixar ninguém passar. "....." E É  VOCÊ QUEM VAI ME IMPEDIR, PORRA? ".....  Antes que o moleque abrisse a boca novamente ela já foi metendo  um empurrão e entrando à força no pulgueiro....  O lugar não  era muito grande....  Ela andava de...

A Guerra de Tróia (Guto)

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A Guerra de Tróia (Guto)  Parte 01 Elano estava com um copo de cerveja na mão e não  estava sozinho. Com ele estavam mais dois amigos que costumavam acompanhá-lo na resenha de sábado depois do serviço.  Estavam na porta do bar de Ednaldo... Não sei se o dono do bar era importante nessa narrativa...  Bem....  Acho que tudo é. Principalmente a garota que passou  por eles e chamou - lhes a atenção.  Era uma bela garota das redondezas...  Daquelas que costuma-se chamar  de "GOSTOSA".... Escapou da boca de Pablo com a naturalidade de alguns copos de cerveja.  A garota olhou, fechou  a cara e atirou  um "ME RESPEITE"....  Naquele ponto os amigos de Pablo riram dele e até o dono  do bar não se conteve.  Pablo corou...  Corou ferozmente como  um tomate prestes a estragar. " ME RESPEITE VOCÊ, SUA VAGABUNDA " retorquiu Pablo com a" machesa" de alguns copos de cerveja.... "VENHA AQUI PRA VER SE EU NÃO  TE QUE...

Atípico e Pretensioso (Guto)

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Atípico e Pretensioso (Guto) No escuro a pedra bate no indefinido O som  reverbera e se espalha Algo como  o Tártaro grego Um leque lufando o ar no meu rosto No vortex obscuro desalmado Uns chamam  de meu corpo Onde eu definho preso No escuro sem alma Sem Dharma Uma definição de amor Já consumindo  a bondade Perigosa e vulnerável Em sua própria essência Não me leve a mal Esse é somente o meu testamento Atípico - como  sempre - Pretensioso  - como sempre - Algo prepotente e régio Abrigado no escuro desse ventre.

Eis uma blasfêmia (Guto)

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Eis uma blasfêmia (Guto)  Estamos indo fundo  Caminhando pelo mundo  Invertendo  ou inventando  Qualquer ideal profano  Subjugando ou subestimando  Deixando  de entender as preces  Onde os vedas foram além  Não sendo menos subserviente  Uma característica rígida  E uma vontade de porvir  Com menos planos implacáveis  Uma rua não tão fascinante  Libera me da obrigação de escolher  Ou de seguir um deus  Demasiado tolo e sem rosto  Não é uma fé sem lógica  Não  é um rogo meteórico  Ninguém  vai  me seguir  E nem vão me acalentar  Em meu ritmo  Hínico  Bêbedo  Imparcial  A fera e a fuligem  Rugindo  seus karmas  Como cartas escritas e rasgadas  Jogadas sobre a mesa  O deus pequeno  as enxergou  Decorando pra posteridade  Tendo que se arrastar na lama  Seu canto é onírico  Sua voz uma trovoada  ...

Indômito e limítrofe (Guto)

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Indômito e limítrofe (Guto)  Hoje eu vi um  clarão singular  Dentro  de mim  sem querer falar Estava de pé  Ou apenas deitado  Nada  interessa no fato citado Hoje eu estava lá  Ou aqui Indômito e limítrofe  Espalhando  minha palavra Com a voz de outro  Um tom agudo demais para mim  E eu entoava sem problemas.  Hoje eu vi um clarão sem nada demais  Vinha de  ti Saia da sua fronte luminosa  - Como velhos hábitos esquecidos  E eu já  não  tinha coragem  pra trilha o caminho  sagrado Hoje eu troquei meu nome  Por um mais pessoal  E vi que me restou  um troco O qual  eu atirei  à fonte  Sem ter um desejo em mente Hoje eu vi minha feição Já  descrente Tão pertinente  Sem nada demais.