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Mostrando postagens de novembro, 2016

A Chuva de Abril(Guto)

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A Chuva de Abril (Guto)  Eu estava tolo no limite enjaulado Clamando um amor parco Perdido e sem tônica  Minha feérica culpa me seguia Escandalizava-me  E sem sombras inevitáveis peguei uma moeda  Depositei nesse amor  Ele sorriu por um tempo  Um tempo apenas E tudo era abundante em palavras  E eu Abundante em tolices  Como a chuva de  abril  Um outono entre trópicos  Sabe... Essas tolices alimentam  Minha alma angelical  Sempre enjaulada  Por minha própria conta  Esquecendo minha beleza  Meu ódio  Você entende  Entoa esse verso  circense  Com cópula quase extinta  Com amor sobre a tinta  Venerando a minha trilha  Eu não sou um continente  Sou apenas uma ilha. 

Cova Sem Número (Guto)

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Cova Sem Número (Guto)  Ele tem um endereço novo  E o mesmo problema outra vez  Anestesiado  Enjaulado animal  Uma escada infinita para o céu  Se ergue serena  Apoiada na densidade das nuvens  Não tenha medo de falar  E perder  A voz dele não pode se sustentar  Sem pulmões fortes  Uma gota de mel  E um pouco de sangue  Motor de arranque  Espaço e entre espaço  Fenda no tempo ferido  Probabilidades indecisas no Sahara  Em uma cova sem número  Sem história pra contar  Se erguendo sereno  Anestesiado  Ensimesmado. 

A Guerra de Tróia (Parte 06)

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Guerra de Tróia (Parte 06) (Guto)  Telo estava transtornado,  andava de um lado para o outro... olhava fixamente para a porta de entrada do bar de seu Ednaldo e o portão que estava fechado....  Aqueles três minutos transcorriam tão lentamente que até pareciam uma eternidade. Fez sinal pra Zarolho e pro outro moleque... mandou eles ficarem a postos... Eles olharam para o chefe e concordaram..  De qualquer forma não ousariam discordar... Conheciam o humor do chefe e o respeitavam até mais do que respeitavam seus pais e mães em casa. Estavam quase na entrada do bar de seu Ednaldo...  Desprotegidos e com suas ponto quarenta em punho...  Kamikazes de uma guerra a qual não pediram para estar... Mas quase ninguém pede.  Vado olhou seus companheiros de comando... Um acocorado num canto... Outro na reta guarda e outro paralelo ao da retaguarda...  Ansiosos para entrar em ação...  Um desejo assassino correndo nas veias.  Telo se dirigiu pra Vado.....

Atma ou Carapaça (Guto)

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Atma ou Carapaça (Guto)  Todo desprezo,  Tudo o que me é raro Tudo o que meu olhar alcança E por isso brilha em cascata  Tremeluzindo de desejo  Tudo o que mais venero no oculto  Nos subterrâneos do Vaticano  Tudo pelo que tenho amor  Faz-me gritar inaudito Reticente(...)  Tudo que aguça-me a língua e entranhas  Sinto no corpo  Sinto-me vivo  Sinto-me sujo  Sinto-me limpo  Faz-me humano  E dividido. 

Velhos Desconexos (Guto)

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Velhos Desconexos (Guto)  Meu fim sem nome  Uma nota breve E embora seco e cínico   Arranho a casca inerte.  Um fim insone  Tua sombra some Tudo é tão breve Como os meus versos  Velhos desconexos Inverto e me despede.  Outrora longe  sem nada certo Um rito em armas Eclode as larvas  Na primavera vil Planejo e me despeço.  Este senhor que me conhece  Sopra os refrões de vinho  E me adormece .

A Guerra de Tróia (Parte 5)

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A Guerra de Tróia (Parte 5) Guto   Elano estava com um copo de cerveja à mão.. Seus amigos estavam com ele. A cerveja estava gelada e ajudava a aplacar o calor daquela tarde de sábado....  O álcool,  já bebido aos montes por Elano e seus amigos, ajudava a estancar o nervosismo que Elano sentia. Seus amigos estavam aparentemente calmos. Pablo em sua rufionice costumeira e Fábio sempre de poucas palavras. Elano olhava as ruas nas direções que era possível observar...  Estava muito incomodado... Menos do que antes - é lógico -  mas ainda assim incomodado. E ele não gostava disso. Vinha diversas vezes àquele lugar e nunca teve problemas com quem quer que fosse... E torcia intimamente para que aquela não fosse a primeira vez.  Ele gostava do bairro e de sua decadência com casas mal feitas por falta de recursos ou de esmero dos moradores iletrados, pobres, mas que Elano nutria uma espécie de veneração por enxergar neles um tipo de raça de sobreviventes do cotidia...