A Mater Pálida
Agora eu encerro a minha trilogia voltando à mãe, ao arquétipo, e lanço as mesmas dores sobre ela. Ao que tudo indica a mãe deve sofrer mais que os outros porque sofre duas, três vezes mais que o indivíduo que só sofre por si. Ela em contrapartida além de chorar por si mesmo, também chora a partida de sua cria, sente o chamado da natureza, ouvi os sinos da divisão tocando em seu corpo fragilizado e persisti, pois é essa a natureza da mãe, a de aceitar a sua sina e destino de “Mater Pálida”. E mesmo que a voz diga-lhe para “não persistir” a outra natureza, a feminina, a que cria e mantém, dá para ela uma nova vida, um novo orgulho. Por isso que para ela é dolorosa a separação, ver sua cria sumir na bruma. Essa é uma dor que a mãe aceita e da qual ganha mais uma cicatriz interior como medalhe. Mais que um simples poema, esse é uma ode as “Mater Pálidas” da humanidade, as Madres Terezas, Irmãs Dulces, Joanas D’Arcs, Marias Bonitas, a minha mãe, a sua, a de nós todos e a Mãe Natureza gerad...