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Mostrando postagens de abril, 2010

A Mater Pálida

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Agora eu encerro a minha trilogia voltando à mãe, ao arquétipo, e lanço as mesmas dores sobre ela. Ao que tudo indica a mãe deve sofrer mais que os outros porque sofre duas, três vezes mais que o indivíduo que só sofre por si. Ela em contrapartida além de chorar por si mesmo, também chora a partida de sua cria, sente o chamado da natureza, ouvi os sinos da divisão tocando em seu corpo fragilizado e persisti, pois é essa a natureza da mãe, a de aceitar a sua sina e destino de “Mater Pálida”. E mesmo que a voz diga-lhe para “não persistir” a outra natureza, a feminina, a que cria e mantém, dá para ela uma nova vida, um novo orgulho. Por isso que para ela é dolorosa a separação, ver sua cria sumir na bruma. Essa é uma dor que a mãe aceita e da qual ganha mais uma cicatriz interior como medalhe. Mais que um simples poema, esse é uma ode as “Mater Pálidas” da humanidade, as Madres Terezas, Irmãs Dulces, Joanas D’Arcs, Marias Bonitas, a minha mãe, a sua, a de nós todos e a Mãe Natureza gerad...

Elegia ao Apodrecido Coração

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A segunda parte da Trilogia Melancólica é dividida em duas partes. As mesmas poderiam ser classificadas em epílogo (que corresponde ao “Do princípio Amargurado”) e estória em si (Do vale Negro), Nas quais os poemas narram uma estória alegórica e filosófica de um humano qualquer que bem poderia ser eu, você ou qualquer pessoa que se julgue “humana”. A influência exercida pela brisa que invade e corrompe o “coração apodrecido” é a mesma que vemos em nossas vidas quando do momento da tal perda da inocência. Embora alguns fanáticos religiosos possam cometer o erro de associar a minha brisa poética ao diabo bíblico, não lhes tiro totalmente a razão, já que eu costumo acreditar que o “tal demônio” não passa de nós mesmos projetados em uma figura que conseguiu englobar todos os nossos atributos desprezados e repudiados por nós. Por isso a história humana conseguiu forjar tão abominável que não é nada mais que “humano, demasiado humano”, se é que vocês me entendem E é assim que a brisa vem c...

Os Fetos Mortos na Janela

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Aqui dou início à trilogia em versos que eu já vinha planejando faz algum tempo. Sem mais delongas os deixo com a primeira parte que segue abaixo: Os Fetos Mortos na Janela (Guto)  (Trilogia melancólica- parte 01) Olhos vidrados na fadiga impessoal Cair da tarde em qualquer coisa particular Desisto de mostrar o transcender Transcendo para aquele lado do mundo Ele se apaga e perde a significância. Olhos frustrados não mais irão enxergar Esses olhos não são meus Ele divide tudo com meu egoísmo desconexo E sabe que chega a hora do doloroso renascer. Falhas sem cor preenchem essa alma, Suprem esse momento, Pensam em castidade, Avançam pelo mundo que nunca lhe pertenceu, Perguntam por que afinal persistir. Cabana do suor. Um farol na tempestade E tudo o mais onde se oculta a tal verdade. Hoje devorando os outros Penso no tempo que não mais é tempo Quando eu era menos besta E o coração mais cintilante Como uma melodia que te comove E te convence da esperança Mas as mesmas vozes de prof...