A Alma no Jarro
Alguns poemas são dolorosamente necessários para mim. Geralmente quando eu estou em estado de “paz de espírito”, seja lá o que isso venha a significar, escrever poemas não é um trabalho doloroso, mas o contrário disse é sempre, digamos quase um trabalho de exorcismo, e eu acho que o que eu escrevo acaba sempre sendo uma espécie de trabalho simbólico e auto-revelador. Não foi diferente com o poema que vos apresento,. Com ele, escrito em primeira pessoa, eu anuncio ao mundo que sou o único capaz de machucar. O inimigo mora dentro e não há como dele se livrar. Por isso vivo por ai em constante conflito os quais eu tento saber suas gêneses e talvez encontrar um modo de dar um fim a isso. Não sei bem se há possibilidade disso, já que ao final o poema é concluído com um emblemático “ad eternum”, que perpetua esse conflito interminável. Essa temática já foi abordada de forma parecida aqui no blog anteriormente no poema o Blues Menor. Mas nele o foco do desespero era centrado no vício, enquant...