O Conto da Pequena Pródiga ou Os delírios da Inocência (Guto)

O Ciclo não pode parar!!!
No meu segundo post vou colocar um conto de minha autoria. Trata-se dum conto que narra de uma forma ao mesmo tempo erótica e poética uma estranha noite na vida de uma inocente meretriz. Ela se encontra atraída por sabe lá qual força do destino e as coisas vão se passando de forma estranhamente mágica para ela. Para onde ela vai com esse olhar petrificado?! Vamos ao que intereça.
No meu segundo post vou colocar um conto de minha autoria. Trata-se dum conto que narra de uma forma ao mesmo tempo erótica e poética uma estranha noite na vida de uma inocente meretriz. Ela se encontra atraída por sabe lá qual força do destino e as coisas vão se passando de forma estranhamente mágica para ela. Para onde ela vai com esse olhar petrificado?! Vamos ao que intereça.
Caminhava ela sonhadora em uma das muitas noites em que passeou pela vida,
Alheia a tudo naquela noite especial, mas algo realmente atormentava-lhe.
Tua alma de menina, criança perfumada, apenas 16 doces anos vividos
Entre o que as rosas têm a oferecer a uma criança
E o que os homens na noite têm para dar a uma mulher.
Realmente algo lhe atormentara,
Mais hesitante do que nunca ela foi às ruas
Seu ofício chamava-lhe, exigia tua presença, teus talentos e sabedorias incandescentes.
"Caminha abelhinha feitora de mel"
Eis que ela caminhava e fazia sua entrada em mais uma noite
Que seria mais uma qualquer,
Não fosse por aquela estranha hesitação.
Um olhar alheio nublava-lhe a face pálida,
Branca como um cadáver, mas um belo cadáver.
E era exatamente como um cadáver ressuscitado que ela deambulava pelas ruas
Em direção ao seu destino noturno.
Parou na esquina como era de costume.
Que pensava ela com aquela estranha beleza esquálida,
Parada em pé no meio de uma avenida,
Mas ausente aquilo tudo?
As pessoas, os carros cruzando as ruas e as luzes de natal que insistiam em brilhar freneticamente.
"Nossa talvez fossem elas, as luzes."
"Ou quem sabe não seria a época?"
O natal se aproximava e trazia com ele um emaranhado de sonhos e fantasias,
Os quais, seu estilo de vida criava uma barreira moral que a impedia de se deleitar.
Seria esse o motivo de tanta perplexidade?
"O, minha pobre criança pálida, quem me dera poder sanar essa dor
Ser ao menos um de seus amantes. “Não, dessa forma eu só desejaria teu corpo e renegaria tua alma de criança e teu semblante de virgem imaculada.”
Ao olhar seus olhos agora, eu vejo esse desespero silente que te atormenta
E te transforma neste enigma petrificado, quão mármore moldado em estátua.
Seus olhos não estão vendo o mundo, mas sim essa condensação inusitada que forma este teu interior caótico.
"Como pode alguém se entregar tão comoventemente assim a uma meditação?"
Uma canção sopra-lhe no ouvido, na mente como uma espécie de mantra ou coisa que valha.
Um homem aproxima-se dela e sussurra-lhe no ouvido algo.
É o velho pedido, ou convite, talvez mais uma ordem que outra coisa.
O homem de aspecto distinto afasta-se dela tão naturalmente
Como somente os lobos sabem fazer, cheios de cautela, leveza e uma truculência ao mesmo tempo
Sumindo na multidão, deixando a pequena heroína no seu mesmo estado de desdobramento.
Ela põe-se a andar, dirigia-se a uma pequena missão, a um endereço,
Lugar outrora já visitado por ela.
Depois de andar alguns minutos ela chega num estabelecimento,
Um motelzinho mediano daqueles disfarçados de hotel,
Entra, sem cerimônia, pela porta, cumprimenta o garoto morno que trabalha na recepção e sobe as escadas
Rumando para certo quarto, para fazer certa coisa.
Mas o importante é que o mantra, aquela música dos sonhos, do seu inconsciente, continuava a acompanhá-la
Levando-a em valsas, tangos e uma loucura bem peculiar que a empurrava para aquele quarto
E para, seja lá o que ela estava pensando naquela noite, talvez no seu destino,
Não o quarto, é lógico, mas um destino maior, talvez até a razão de sua existência, se é que tal existe.
"O AMOR FATI DE NIETZSCHE."
Depois de subir várias seqüências de degraus ela se deparou com uma porta,
Bateu nela com a dobra dos dedos três vezes até ouvir passos, vindo na direção da mesma.
Quando a porta se abriu um homem, nos seus quarenta anos apareceu e deu espaço para que ela entrasse,
Ele sentiu o aroma do perfume da sua mocidade tomado por uma vertigem melodiosa.
Ela não falou nada para ele e entrou se dirigindo para a janela, donde dava para ver as ruas.
Mais do que nunca elas estavam infestadas daqueles insetos.
Não!
Ou seriam?
Realmente eram elas, as luzes de natal, e ela já havia sido pega outra vez por seu poder hipnótico e encantador.
O mantra apresentava-se vivo em sua mente, suave e doce, vibrando por todo o seu corpo,
Entrando em seus olhos na forma das luzes de natal,
Eletromagnético.
Ela abandonaria seu corpo?
O desconhecido aproximou-se por traz dela e pôs-se a beijar-lhe o pescoço delicado de menina
Passando simultaneamente língua e lábio, alternando mordidas e beijos.
As mãos dele deslizavam pelo corpo da garota, trazia-a de volta do transe,
Enchia-a de desejos, de vontades subterrâneas e inundava-lhe lugares secretos do teu corpo.
Em meio a violentos suspiros e a forte movimentação de excitação do seu abdômen ela se virou,
Pegou-o pela nuca e pôs-se a beijá-lo com uma destreza selvática e ao mesmo tempo com uma delicadeza de professora.
Sua língua movimentava-se ígnea dentro do lábio do homem, contraindo-se, estendendo-se
E indo em direção a garganta,
Suas mãos também trabalhavam. Mãos pequenas e ágeis, que conheciam corpos masculinos,
Que já os havia visitado e que já lhes explorara partes íntimas.
Era exatamente o que elas estavam fazendo, procurando, acendendo chamas perigosas,
Tocando em objetos ocultos, trazendo-os para claridade e sentindo seu poder avassalador.
O homem suspendeu-a pela cintura e deitou-a na cama que havia no pequeno quarto de hotel,
Seus lábios, em seguida, percorreram todo o corpo dela, desnudando-a,
Fazendo-a desabrochar, preparando-a para o espetáculo.
Sim, o espetáculo já estava quase pronto!
Ele deitou-se por sobre ela, ela já esperava, já conhecia daquelas coisas,
Era já uma rotina velha e sabida,
Não haveria beijos apaixonados, só aquele corpo masculino que oscilava rapidamente, para traz e para frente sobre ela,
Penetrando-lhe o corpo, dando-lhe e tirando-lhe o prazer.
Seus sussurros ofegantes ecoavam pelo quarto, batiam na parede e morriam,
Mas continuavam se originando da fonte, dos seus lábios abertos pelo desespero do prazer.
O homem continuava oscilando vertiginosamente, olhando-a nos olhos como um chacal
E sentindo aquela sensação elétrica que percorria-lhe o corpo,
Era o prelúdio da aproximação do fim,
Do grande êxtase.
Ele veio e encheu-os de tremor por todo o corpo, tremor e eletricidade.
Terminou.
Permaneceram segundos calados, o homem sobre seu corpo delicado, frágil.
Ele não falou nada, apenas levantou-se e foi para a janela.
Ela se levantou e foi para o pequeno banheiro que havia no quartinho,
Levou um breve minuto para se banhar, para tirar o suor do ofício,
Para se preparar para as ruas novamente.
Já saiu arrumada, pronta.
O homem a aguardava com o dinheiro em mão, fumava um cigarro.
Ela recebeu o dinheiro, abriu a bolsa, guardou o dinheiro e tirou um cigarro de lá de dentro.
O homem ofereceu-lhe fogo e ela aceitou, acendeu o cigarro e voltou paras ruas.
Mas do que nunca o som do OM vibrava em sua mente, em seu espírito.
Ela tinha certeza absoluta de que essa noite teria um encontro com seu destino, seja ele qual fosse.
Todos os sinais indicavam isso, as luzes diziam isso.
Ela parou novamente na mesma esquina na qual se encontrava minutos antes
E aquela expressão triste e ao mesmo tempo sarcástica, desesperada e ao mesmo tempo esperançosa e espiritual voltou a resplandecer no rosto da pequena Dama do sexo. O seu mistério voltava com força total. Ela abraçava esse abismo com fervor religioso, com fanatismo e devoção.
Ela estava perdida...
Alheia a tudo naquela noite especial, mas algo realmente atormentava-lhe.
Tua alma de menina, criança perfumada, apenas 16 doces anos vividos
Entre o que as rosas têm a oferecer a uma criança
E o que os homens na noite têm para dar a uma mulher.
Realmente algo lhe atormentara,
Mais hesitante do que nunca ela foi às ruas
Seu ofício chamava-lhe, exigia tua presença, teus talentos e sabedorias incandescentes.
"Caminha abelhinha feitora de mel"
Eis que ela caminhava e fazia sua entrada em mais uma noite
Que seria mais uma qualquer,
Não fosse por aquela estranha hesitação.
Um olhar alheio nublava-lhe a face pálida,
Branca como um cadáver, mas um belo cadáver.
E era exatamente como um cadáver ressuscitado que ela deambulava pelas ruas
Em direção ao seu destino noturno.
Parou na esquina como era de costume.
Que pensava ela com aquela estranha beleza esquálida,
Parada em pé no meio de uma avenida,
Mas ausente aquilo tudo?
As pessoas, os carros cruzando as ruas e as luzes de natal que insistiam em brilhar freneticamente.
"Nossa talvez fossem elas, as luzes."
"Ou quem sabe não seria a época?"
O natal se aproximava e trazia com ele um emaranhado de sonhos e fantasias,
Os quais, seu estilo de vida criava uma barreira moral que a impedia de se deleitar.
Seria esse o motivo de tanta perplexidade?
"O, minha pobre criança pálida, quem me dera poder sanar essa dor
Ser ao menos um de seus amantes. “Não, dessa forma eu só desejaria teu corpo e renegaria tua alma de criança e teu semblante de virgem imaculada.”
Ao olhar seus olhos agora, eu vejo esse desespero silente que te atormenta
E te transforma neste enigma petrificado, quão mármore moldado em estátua.
Seus olhos não estão vendo o mundo, mas sim essa condensação inusitada que forma este teu interior caótico.
"Como pode alguém se entregar tão comoventemente assim a uma meditação?"
Uma canção sopra-lhe no ouvido, na mente como uma espécie de mantra ou coisa que valha.
Um homem aproxima-se dela e sussurra-lhe no ouvido algo.
É o velho pedido, ou convite, talvez mais uma ordem que outra coisa.
O homem de aspecto distinto afasta-se dela tão naturalmente
Como somente os lobos sabem fazer, cheios de cautela, leveza e uma truculência ao mesmo tempo
Sumindo na multidão, deixando a pequena heroína no seu mesmo estado de desdobramento.
Ela põe-se a andar, dirigia-se a uma pequena missão, a um endereço,
Lugar outrora já visitado por ela.
Depois de andar alguns minutos ela chega num estabelecimento,
Um motelzinho mediano daqueles disfarçados de hotel,
Entra, sem cerimônia, pela porta, cumprimenta o garoto morno que trabalha na recepção e sobe as escadas
Rumando para certo quarto, para fazer certa coisa.
Mas o importante é que o mantra, aquela música dos sonhos, do seu inconsciente, continuava a acompanhá-la
Levando-a em valsas, tangos e uma loucura bem peculiar que a empurrava para aquele quarto
E para, seja lá o que ela estava pensando naquela noite, talvez no seu destino,
Não o quarto, é lógico, mas um destino maior, talvez até a razão de sua existência, se é que tal existe.
"O AMOR FATI DE NIETZSCHE."
Depois de subir várias seqüências de degraus ela se deparou com uma porta,
Bateu nela com a dobra dos dedos três vezes até ouvir passos, vindo na direção da mesma.
Quando a porta se abriu um homem, nos seus quarenta anos apareceu e deu espaço para que ela entrasse,
Ele sentiu o aroma do perfume da sua mocidade tomado por uma vertigem melodiosa.
Ela não falou nada para ele e entrou se dirigindo para a janela, donde dava para ver as ruas.
Mais do que nunca elas estavam infestadas daqueles insetos.
Não!
Ou seriam?
Realmente eram elas, as luzes de natal, e ela já havia sido pega outra vez por seu poder hipnótico e encantador.
O mantra apresentava-se vivo em sua mente, suave e doce, vibrando por todo o seu corpo,
Entrando em seus olhos na forma das luzes de natal,
Eletromagnético.
Ela abandonaria seu corpo?
O desconhecido aproximou-se por traz dela e pôs-se a beijar-lhe o pescoço delicado de menina
Passando simultaneamente língua e lábio, alternando mordidas e beijos.
As mãos dele deslizavam pelo corpo da garota, trazia-a de volta do transe,
Enchia-a de desejos, de vontades subterrâneas e inundava-lhe lugares secretos do teu corpo.
Em meio a violentos suspiros e a forte movimentação de excitação do seu abdômen ela se virou,
Pegou-o pela nuca e pôs-se a beijá-lo com uma destreza selvática e ao mesmo tempo com uma delicadeza de professora.
Sua língua movimentava-se ígnea dentro do lábio do homem, contraindo-se, estendendo-se
E indo em direção a garganta,
Suas mãos também trabalhavam. Mãos pequenas e ágeis, que conheciam corpos masculinos,
Que já os havia visitado e que já lhes explorara partes íntimas.
Era exatamente o que elas estavam fazendo, procurando, acendendo chamas perigosas,
Tocando em objetos ocultos, trazendo-os para claridade e sentindo seu poder avassalador.
O homem suspendeu-a pela cintura e deitou-a na cama que havia no pequeno quarto de hotel,
Seus lábios, em seguida, percorreram todo o corpo dela, desnudando-a,
Fazendo-a desabrochar, preparando-a para o espetáculo.
Sim, o espetáculo já estava quase pronto!
Ele deitou-se por sobre ela, ela já esperava, já conhecia daquelas coisas,
Era já uma rotina velha e sabida,
Não haveria beijos apaixonados, só aquele corpo masculino que oscilava rapidamente, para traz e para frente sobre ela,
Penetrando-lhe o corpo, dando-lhe e tirando-lhe o prazer.
Seus sussurros ofegantes ecoavam pelo quarto, batiam na parede e morriam,
Mas continuavam se originando da fonte, dos seus lábios abertos pelo desespero do prazer.
O homem continuava oscilando vertiginosamente, olhando-a nos olhos como um chacal
E sentindo aquela sensação elétrica que percorria-lhe o corpo,
Era o prelúdio da aproximação do fim,
Do grande êxtase.
Ele veio e encheu-os de tremor por todo o corpo, tremor e eletricidade.
Terminou.
Permaneceram segundos calados, o homem sobre seu corpo delicado, frágil.
Ele não falou nada, apenas levantou-se e foi para a janela.
Ela se levantou e foi para o pequeno banheiro que havia no quartinho,
Levou um breve minuto para se banhar, para tirar o suor do ofício,
Para se preparar para as ruas novamente.
Já saiu arrumada, pronta.
O homem a aguardava com o dinheiro em mão, fumava um cigarro.
Ela recebeu o dinheiro, abriu a bolsa, guardou o dinheiro e tirou um cigarro de lá de dentro.
O homem ofereceu-lhe fogo e ela aceitou, acendeu o cigarro e voltou paras ruas.
Mas do que nunca o som do OM vibrava em sua mente, em seu espírito.
Ela tinha certeza absoluta de que essa noite teria um encontro com seu destino, seja ele qual fosse.
Todos os sinais indicavam isso, as luzes diziam isso.
Ela parou novamente na mesma esquina na qual se encontrava minutos antes
E aquela expressão triste e ao mesmo tempo sarcástica, desesperada e ao mesmo tempo esperançosa e espiritual voltou a resplandecer no rosto da pequena Dama do sexo. O seu mistério voltava com força total. Ela abraçava esse abismo com fervor religioso, com fanatismo e devoção.
Ela estava perdida...
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