Uma Torre de Marfim
Pois bem, aqui vamos nós com mais um post neste blog. Os olhos mais atentos verão aqui um poema (rsrsrsrs- só para descontrair). Não acho que dessa vez precise ficar explicando muito sobre o que trata ou deixa de tratar esse poema, são as costumeiras torrentes do inconsciente lançadas numa folha de papel, no fim elas acabam falando de algo. Está aí o desafio: “O que vocês acham que este poema está insinuando?”
Um abraço e até a próxima.

Uma Torre de Marfim (Guto)
Do alto da torre tentei me atirar,
Só para buscar esta luz que não me quis.
Ela tem suas ocupações radicais
E não vive um minuto se quer para mim.
Ela quer voar, e me faz querer também,
Amar tuas graças com os olhos voltados para o fogo.
Com essa luz caprichosa, a sorte me vem e vai,
Mas já não temo o futuro indeciso
Desde que a poesia não me saia dos ossos,
Desde que meu espírito não abandone a vida
E a natureza não pare de criar o espetáculo
Com o vento a curvar as árvores em reverência.
Do alto da torre eu tentei contemplar
E a solidão era etérea.
Ouvi nossas vozes, erradicadas com o tempo.
Das alturas eu vi que nos matamos aos montes,
Ferimo-nos de morte toda noite.
Tudo em nome de Deus ou de algum diabo.
Não nos olhamos nos olhos
E nem abraçamos o grande mar.
Tudo pela graça de algum infértil deus
Ou pela culpa de algum pobre diabo.
Do alto da torre tentei me apagar,
Pois os dias já são tão parecidos.
Gostei do poema,mas é muito subjetivo para minha pessoa tão ignorante na arte da poseia.
ResponderExcluirParabéns pela extraordinária capacidade de escrever tão bem!!!!
Vem e vai é bom, sinceramente eu gostei muito dessas palavras num poema tão triste.
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