O BLUES MENOR

Olá galera, depois de longo tempo sem postar nada, consegui arrumar tempo e inspiração para postar um texto aqui. O poema que se segue eu compus essa semana justamente para colocá-lo no blog e serve como um retorno às postagens abandonadas (Uhaaau). O texto é simples e as palavras falam por si mesmas e trata da relação entre um homem e seu vício, sobre seu amor e ódio, atração e repulsão perante o mesmo vício que horas o enche de júbilo, outras o derruba na miséria. Boa leitura.





O BLUES MENOR (Guto)

Dou goles na nefasta taça
Bebo este veneno amor,
Horas me enche de graça
Outras acho-a um fim sem cor

Lembro-me:”Sou tão pequeno”
Perco-me e adentro o mar,
Cobre-me este sabor veneno
E sonho sem um despertar.

Sorvo esta canção do Eros
Leve fio que me alimenta,
Sons que sei criar tão belos
Vem dessa fonte violenta.

Hades de quem roubo um beijo
Só p’ra sentir o fenecer.
Ondas pelas quais velejo
Sorvo p’ra depois morrer.

Comentários

  1. É uma verdadeira explosão de sentimentos, ao mesmo tempo que ele se deleita, ele demonstra repúdio... parece que ele sente e fala de algo que lhe dá prazer de viver, mas que o leva a morte.

    Claro que não poderia deixar de elogiar a eloquência e criatividade, a cada dia mais ressaltante, destes poemas tão bem escritos.

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  2. ELBA,
    ... descreveu o que eu gostaria de ter dito e não tive 'élan' para estar à altura do seu poema!
    É com muito agrado que o leio nestas minhas visitas à profundidade da sua inspiração!
    Não sei se é explosão, ou implosão!
    Que a 'morte' seja apenas metáfora!... alento que relaxa,... vinga e deleita!
    Amar a vida... é preciso!
    Poeta é isto:
    Dilui-se em aguarela de nuances que nascem e renascem...,onde a vida é paleta de cores,
    e o pincel a Alma.

    Obrigado Guto
    Aquele Abraço!

    César

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