O OUTRO ESTAVA LÁ E EU O VI!!!
O Outro estava lá e eu o vi (GUTO)
Há praticamente um ano eu não utilizo o titulo deste post como meu nick no MSN, fico pensando no motivo que me levava a digitar isso e no mistério que isso significava para mim. Era bem verdade que eu costumava levar bastante à sério essa frase, a idéia do “outro” era um conceito que eu esperava (espero) desenvolver. Seria um algo de filosófico, místico ou até mesmo religioso, não no sentido popular dessa palavra.
Acho que é oportuno esclarecer que o religioso ao qual eu me refiro seria uma espécie de religião antropo-teognosiológica, isso quer dizer que eu me voltaria para o conhece-te a ti mesmo primordial da filosofia socrática para, através do conhecimento de si, tentar conhecer o outro, todos os outros, e a partir disso conhecer Deus, ou não. Afinal o importante é que eu não tinha isso como uma espécie de paranoia, já que o foco principal nesse rabisco de sistema filosófico seria o auto conhecimento, já citado anteriormente.
Entretanto, a necessidade de um imediatismo pragmático, de certa forma, não me ajudou a avançar muito nessa direção, é difícil manter-se fiel a sistemas filosóficos próprios e de certa forma até egoístas quando os dias cobram um cadinho de sua atenção e contribuição monetária. Outrossim é necessário manter-me emparelhado à justiça e fazer saber que também eu mesmo fui culpado nesse desvio em meus desígnios filosóficos pessoais. Em muitos momentos a frivolidade aliada a pitadas de vaidade me manteve com o foco difuso, distante de meu objetivo, que, por sua vez, deveria ser o meu norteador, essa nobre tentativa de descoberta íntima, de sentir por si mesmo o que é essa coisa chamada o Outro.
O outro, para mim, é esse espelho negro opaco, uma sombra de nós mesmo. O outro engloba em si todos os nossos caracteres mais remotos e mesmo se os mesmos atributos apresentarem-se em proporções menos acentuadas, creio que talvez seja simplesmente porque as configurações psicológicas, biológicas, sociais dentre outros atributos que formam esse sistema que é o indivíduo humano e toda a sua abrangente condição como tal, contribuíram para que a coisa se apresentasse dessa maneira.
É por isso que encontramos a célebre frase “ninguém é melhor do que ninguém” tão amplamente usada por ai. A mesma simplesmente reflete que como seres humanos somos, todos nós, antes de qualquer coisa, potenciais, ou Devi r(vir a ser) mesmo já sendo. Nós todos apresentamos os mesmo s potenciais sejam eles tanto para a criação quanto para a destruição, sendo ao mesmo tempo Shiva e Bhrama.
À medida que a vida, através de suas muitas leis, nos impulsiona a agir, dá se o processo pessoal de desenvolvimento e é nesse momento que temos a bifurcação, a qual eu chamaria de o “Outro”. É ai que mora a minha limitação e miséria, não consegui compreender a totalidade deste. Portanto, só me resta caminhar nessa orientação, para assim poder conhecer o outro que estava lá e eu não vi.
OS:. A idéia carece de muita correção, revisão e estudos de aprofundamento.
Quando encontrar o outro, o mesmo está procurando outro, pois você mesmo sabe que o outro(você mesmo) tem/terá mais fome sobre aprofundasse nesse desconhecido de si mesmo e outros estudos, não só internos,porém, externos também.
ResponderExcluirAbraços