A visão do real (Guto)

A visão do real (Guto) 

Uma velha calma pra um dissabor 
Uma falácia  que sempre simulou  o  amor
Só vem quando quer 
Na hora que quer
Noutro momento não  está  lá 
E deixa o corpo  cansado.
A mente cansada 
Lutando  por melhora
Mas nada é  tão  bom 
Nada revigora 
Uma falácia ardente por dois anos e cinco meses
Talvez  houvesse  outros motivos  pro falante deleite
Talvez apenas pra tirar de outra criança o leite
Enquanto  minha carne se cansava 
Enquanto  a minha mente explodia 
A falácia  mais uma vez da sua boca emergia 
Hoje aparece  quando  quer marcar o terreno 
E deixa apenas vestígios de algo obsceno. 

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