Ano Novo (Guto)

Ano Novo (Guto) 



Novo ano e tristeza funesta 
Tudo de novo demonstrando o antigo 
Posso abraçar o mar turbulento 
E posso perecer numa noite qualquer 

Anjos explícitos voam longe daqui 
Pois  não entendo a palavra 
E sigo errôneo só para acertar 
Não venerando mais a alegria 

Novo ano de ambivalência interior 
A pista segue escorregadia 
E mantenho - me duplo e subterrâneo 
Cheio de sonhos traiçoeiros

Oráculos internos dizem - me o que fazer
Sobre a besta do instinto e do vinho 
Adoraria receber a dádiva fatal 
Com sonhos 
Sonhos traiçoeiros 

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