Uma Varanda
Uma Varanda!
Autor Desconhecido
Agora sento na varanda de minha fronte e de lá miro o por do sol. Este eu identifico como o luzir final das minhas carências afetivas que mergulham no horizonte para emergirem horas depois sobre mim.
Agora sento na minha varanda e vejo essa profunda tarde se tornando escura e o meu corpo ficando quente e calmo, enquanto eu apenas me isolo voluntariamente de tudo o que pode representar fraqueza e apego.
Agora vejo o meu corpo implorando uma dose de atenção e já não o encaro com desprezo, embora demonstre uma certa severidade no modo de tratá-lo.
Apenas observo os pedidos do meu corpo.... Passo a limpo toda a minha curta vida e chego onde eu me encontro e penso que ainda há uma imensidão a trilhar com a coragem e força de vontade.
Meu corpo tem desejos que entram em conflito com eles mesmos.... Uma profunda disputa de princípios. Espírito e matéria?
O sol ainda não se pôs nessa varanda silenciosa. Na rua tranquila onde se ergue uma torre de marfim auto imposta... Onde eu posso entrar em contato comigo mesmo outra vez... Mil vezes.
OM!
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